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ROSILDO OLIVEIRA - À CONVERSA EM PALAVRAS E MÚSICA  (ROSILDO OLIVEIRA) Inserido Sunday 02 March 2008 00:51

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Rosildo Oliveira

 

De seu nome completo Rosildo Corrêa de Oliveira, nascido a 25 de Agosto de 1957, do outro lado do oceano, em terras do Brasil, mais propriamente, na bela cidade de Goyanna, no Estado de Pernambuco.

  

Há uns anos atrás, quando nos encontrámos na Rádio Bonfim [ainda no estúdio da Chamusca], neste nosso programa de rádio, conversámos alguns minutos de microfone aberto, divulgámos a sua música e ficámos Amigos do peito [como se diz na minha terra] e Irmãos de rádio.

  

Desde esse tempo, o Rosildo já participou inúmeras vezes em emissões do Palavras e Música. De uma dessas participações ficaram estas palavras, agora em registo escrito.

  

Caro Amigo Rosildo, com que idade começou a cantar?

Comecei quando tinha 7 anos na Escola, era uma festa no Cine Nacá em minha terra natal, Goyanna. Ainda lembro da canção: Pára Pedro, Pedro pára.

  

Somos da mesma geração e lembro-me de, em criança, escutar essa canção por vozes brasileiras [não sei os seus nomes], na rádio portuguesa.

Rosildo, memórias desse tempo...

A vontade de cantar estava sempre presente, lembro-me das brincadeiras com o meu irmão Reginaldo. Fazíamos shows para nossos amigos, meu irmão fazia a bateria nas costas do sofá, era o máximo.

  

E... há quanto tempo canta como profissional?

Canto desde que falo, porém, profissionalmente desde 1970, quando tinha 13 anos era o crooner da Banda de Baile JACKSON BILL E SEUS PUPILOS.

  

Ao longo da sua carreira, contando os editados no Brasil e em Portugal, quantos discos já gravou?

Gravei 9 discos, mas, apenas 7 foram editados, os outros dois não ficaram prontos (Carutana e Paixão) nunca foram editados.

 

Quais os discos editados?

Alpha - Compacto Duplo, 1982; Rosildo Oliveira - Compacto Duplo, 1984; Meu Chão, LP, 1988; Coisas do Nordeste, 1995; Coisas do Nordeste, Portugal, 1997; A Caminho D'Além-mar, 2000; Pássaro Fugitivo, Portugal, 2003.

 

Onde é que já realizou espectáculos?

No Brasil, vários... Não dá pra dizer todos. Eis alguns: Rio de Janeiro, no Teatro da Aliança Francesa em Copacabana; São Paulo, no Teatro Conchita de Moraes; Recife, no Teatro do Parque; João Pessoa, nos Teatros: Santa Roza e Paulo Pontes. E nos seguintes países: Paraguai, Cuba, Inglaterra, Portugal.

 

O que significa a música, para si?

Tudo, minha própria vida. Costumo dizer o seguinte: CANTO PORQUE O CANTAR ESTA EM MIM COMO A VIDA.

 

Sonhos de criança...  Quando for grande...

Meu sonho continua a ser e será sempre um grande sonho, levar a minha música ao máximo de pessoas possíveis. Parte deste sonho vejo realizado, pois desde menino sonhava cantar e, com certeza, faço-o com prazer e gozo.

 

 Vir para Portugal foi (é) um regresso às origens?

Sem duvida é um regresso às minhas origens, e ando à procura delas. Na música e na vida.

 

 Como é viver em Portugal, para quem nasceu no Brasil?

É diferente, os costumes, o povo e sua alegria. No nosso país pobres e ricos são e estão sempre alegres, por cá a grande maioria é triste e cheios de tabus, preconceitos. Nós estamos sempre abertos para o mundo, eis nossa grande diferença e para as novas amizades, desde que sejam sinceras.

 

Como vai a música em Portugal?

Vai mal, no que diz respeito a boa música do meu país, o Brasil. É claro, o que se consome de nossa música aqui é na grande maioria das vezes o lixo. Mas a culpa é das editoras que só querem saber de mexer a bundinha da galera. Cultura não interessa a eles. São letras pobres e sem nenhum sentido. Sinto muita pena que se toque pouco; Chico Buarque, Milton Nascimento, Maria Bethânia, Luís Melodia, Fátima Guedes e tantos outros.

Acontece o mesmo com a música portuguesa, apesar que, depois da Campanha feita por Sérgio Godinho, Vitorino, José Cid e outros, já ouvimos mais boas músicas, que maravilha! Mas existem muito boas obras por aparecer, mas que não encontram apoio por parte das editoras que alegam: "este trabalho não é comercial!" Claro que não é, porque não toca!... Qualquer música se torna comercial, basta haver um bom trabalho de divulgação.

 

Falando da Chamusca. Pode-se afirmar que há Fado Chamusquense?

Com certeza, basta ouvir Manuel João Ferreira.

 

Se fosse descoberta a máquina de viajar no tempo e pudesse viajar nela, o que faria?

Faria tudo outra vez, com alguns acertos, porém com convicção que nasci para a música.

 

Sente-se realizado (pessoalmente e profissionalmente)?

É obvio que não, há sempre caminhos a trilhar, quer na vida, quer na profissão e por mais que eu pense, acho mais para pensar e realizar.

 

Projectos. . . .

Tenho vários; de entre eles levar meu CD PÁSSARO FUGITIVO para toda Europa...

 

 

 

 

[Créditos Musicais - Música de fundo: Rosildo de Oliveira - Talvez ou quase nada - in CD "Pássaro Fugitivo"música e letra de Rosildo Oliveira]

 

 

 

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